O que começou como um encontro de partilha tornou-se uma missão coletiva: dar voz, apoio e oportunidades a crianças, jovens e adultos com deficiência visual.
A inclusão não acontece por acaso – nasce da necessidade, cresce com a união e transforma-se em mudança real.
Hoje, a nossa associação é fruto de um caminho de dedicação e compromisso. Descubra a história da Bengala Mágica e como nos tornámos uma referência na promoção da inclusão.
A Associação Bengala Mágica (ABM) – Associação de Pais, Amigos e Familiares de Crianças, Jovens e Adultos Cegos e com Baixa Visão – é uma organização sem fins lucrativos que nasceu da força e da vontade de fazer a diferença.
A sua origem remonta a uma reportagem da RTP, realizada no Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), onde participaram três mães de crianças cegas e os respetivos filhos. Nessa partilha de experiências, perceberam que, até então, não existia uma resposta social que desse voz às necessidades específicas das famílias de pessoas com deficiência visual. Muitas vezes, estas famílias enfrentavam os desafios de forma isolada, sem apoio ou orientação adequada.
Surgiu assim a ideia de criar uma associação que unisse pais, cuidadores e profissionais, promovendo o apoio mútuo, a formação especializada e a partilha de recursos. Em junho de 2017, organizaram o 1.º Encontro Nacional de Pais, Amigos e Familiares de Crianças e Jovens Cegos e com Baixa Visão, onde apresentaram o projeto, rapidamente acolhido e apoiado por famílias de todo o país.
A Associação Bengala Mágica foi oficialmente constituída a 20 de outubro de 2017, com a missão clara de promover a inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade, valorizando a sua identidade e contribuindo para a normalização da sua condição. Desde 8 de março de 2018, a ABM detém o Estatuto de Organização Não Governamental das Pessoas com Deficiência de Âmbito Local.
Não pretendemos substituir outras entidades ou recursos já existentes, mas sim somar esforços, partilhar conhecimento e construir pontes para melhorar, de forma concreta, as condições de vida de crianças, jovens e adultos com cegueira ou baixa visão.