Autonomia em crianças com deficiência visual

Autonomia e inclusão

No dia 5 de setembro de 2025, o Centro de Recursos da Associação Bengala Mágica, em Pinhal Novo, acolheu uma ação de formação essencial para profissionais de educação e de intervenção precoce: “Promoção da autonomia e independência em crianças com deficiência visual”.

Esta Ação de Curta Duração (ACD), dinamizada pelas formadoras Renata Salvador e Filipa Periquito, reuniu educadores, técnicos de reabilitação, psicólogos e  terapeutas ocupacionais, num dia de trabalho intenso e inspirador entre as 10h00 às 13h00 e as 14h30 às 17h30.

Uma pessoa está sentada à mesa e está a cortar um objeto vermelho com faca e garfo. Esse objeto está num prato vermelho. A pessoa tem um vestido com flores e várias pulseiras. Na mesa há também uma taça branca com uma colher, um copo de plástico e pratos empilhados.

 Porque é urgente falar de autonomia na deficiência visual?

A deficiência visual, seja cegueira total ou baixa visão, tem implicações profundas no desenvolvimento infantil. A formação abordou os marcos do desenvolvimento, os riscos da superproteção, e a importância da estimulação precoce para promover competências adaptativas e a aprendizagem através do tato, da audição e da experiência direta.

🛠️ Estratégias práticas para promover a independência

Durante a sessão, os participantes exploraram estratégias concretas para fomentar a autonomia em diferentes contextos:

  • Organização de ambientes acessíveis (escola, casa, espaços exteriores)
  • Introdução às técnicas de orientação e mobilidade
  • Promoção de competências de vida diária (alimentação, higiene, organização)
  • Incentivo à tomada de decisão e resolução de problemas
  • Utilização de tecnologia de apoio (apps e dispositivos acessíveis)
  • Valorização do jogo e da brincadeira como ferramentas de desenvolvimento

👨‍👩‍👧 Trabalho colaborativo com famílias: um pilar da inclusão

A formação destacou também a importância de uma comunicação eficaz com as famílias, ajudando na criação de rotinas realistas e na capacitação parental, evitando a substituição da criança nas suas tarefas e decisões.

🧠 Metodologia ativa e reflexiva

A sessão foi marcada por uma abordagem dinâmica e prática:

  • Simulações com restrição visual
  • Exploração de materiais pedagógicos adaptados
  • Visionamento de vídeos com boas práticas
  • Discussão de casos reais e partilha de experiências
  • Trabalho em pequenos grupos para desenvolver estratégias adaptadas

“Porque a visão não se limita ao que os nossos olhos vêm”

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